Árvore cai e atinge cinco carros e três postes de iluminação pública na área central do Recife


Fato ocorreu nesta quarta-feira (31), na Rua Gervásio Pires. Foram registradas as duas primeiras mortes em decorrência da chuva na capital pernambucana, em 2017. Com isso, subiu para cinco o número de óbitos no estado.

Árvore tombou e atingiu carros e postes na área central do Recife (Foto: Reprodução WhatsApp)Árvore tombou e atingiu carros e postes na área central do Recife (Foto: Reprodução WhatsApp)

Árvore tombou e atingiu carros e postes na área central do Recife (Foto: Reprodução WhatsApp)

Uma árvore caiu, no início da tarde desta quarta-feira (31), e atingiu cinco carros e três postes de iluminação pública. O acidente aconteceu na Rua Gervásio Pires, na área central do Recife. Por causa disso, faltou energia em trechos da área. A chuva na capital pernambucana também provocou as duas primeiras mortes em 2017. Com isso, subiu para cinco o número de óbitos no estado. Dois aconteceram em Lagoa dos Gatos e um em Caruaru, no Agreste.

Além das mortes e dos acidentes, o estado registra 55, 1 mil pessoas fora de casa. São 3.081 desabrigados, que perderam as residências, e 52.095 desalojados, que estão em abrigos ou moradia de parentes, temporariamente. Até a terça-feira (30), eram 4,8 mil moradores do estado prejudicados, segundo a Defesa Civil estadual.

A queda da árvore ocorreu nas proximidades com o cruzamento da Gervásio Pires com a Avenida Visconde de Suassuna. A área foi isolada. A previsão é que o trecho seja liberado após as 17h desta quarta.

Por causa do desligamento do sistema, A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) informou que enviou equipes para substituir os postes. Por meio de nota, a concessionária observou que parte do fornecimento de energia nas mediações da ocorrência será restabelecido até o fim da tarde e o suprimento para as demais unidades terá normalização após a conclusão do serviço.

Além do acidente na Gervásio Pires, a Emlurb notificou sete casos de queda de árvores na cidade. Elas aconteceram Na Rua Padre Roma, na Tamarineira, na Avenida Dois Rios e Rua Amazonas, no Ibura, na Zona Sul, além da Avenida Piracicaba, em Jardim São Paulo, na Zona Oeste e Rua Arquiteto Luiz Nunes Imbiribeira, na Zona Sul.

As equipes também foram acionadas para o Parque 13 de Maio, na área central, e a Rua José Américo de Almeida, na Macaxeira, na Zona Norte. A Emlurb informou que mobilizou um efetivo de 240 pessoas entre a remoção de árvores e drenagem da cidade.

chuva no Recife (Foto: Adelson Costa/Pernambuco Press)chuva no Recife (Foto: Adelson Costa/Pernambuco Press)

chuva no Recife (Foto: Adelson Costa/Pernambuco Press)

A Prefeitura do Recife informou que foi registrada uma precipitação de 82 milímetros, entre 6h e meio-dia. Esse volume é equivalente ao esperado para oito dias. A média histórica de maio, segundo a prefeitura, é de 329 milímetros.

O período de maior intensidade das chuvas coincidiu com a maré alta, que teve seu pico às 8h30. Por causa das chuvas, escolas, órgãos públicos, universidades e o Judiciário suspenderam as atividades.

Entre meia-noite e 11h, seis acidentes foram registrados. Desse total, cinco foram sem vítimas. Não houve registros de ocorrências com mortes. No mesmo período, 41 semáforos apresentaram falhas, dos quais 22 já foram normalizados. No fim da manhã desta quarta, os demais estavam passando por reparos. O Recife conta com 641 sinais de trânsito.

Desde o início das chuvas, a Prefeitura do Recife mobilizou um efetivo de mais de 800 profissionais nas ruas para minimizar os danos causados pelas chuvas. A Defesa Civil está com 350 profissionais de plantão durante a chuva. Em caso de emergência, a população do Recife pode solicitar atendimento através do fone 0800 081 3400. A ligação é gratuita e a Central de Atendimento funciona 24h.

Arte chuvas em Pernambuco - 31 de maio (Foto: Arte/G1)Arte chuvas em Pernambuco - 31 de maio (Foto: Arte/G1)

Arte chuvas em Pernambuco – 31 de maio (Foto: Arte/G1)

Segundo o estado, ao todo, 29 cidades registraram chuvas. Desse total, 24 municípios estão em emergência, que foi decretada na terça-feira pelo governo pernambucano. Nesta quarta, o governo federal editou uma portaria no Diário oficial da União e reconheceu a situação.

Além das cidades em emergência, há problemas em São José da Coroa Grande e Escada, na Mata Sul, bem como Cupira, Bonito e Gravatá, no Agreste.

O governo de Pernambuco enviou uma remessa de donativos para os 24 municípios do interior do estado atingidos pelas chuvas e enchentes. O Gabinete de Crise instalado no palácio do Campo das Princesas, sede da administração estadual, revelou que foram encaminhados 24 toneladas de alimentos, além de 18 mil litros de água e 9 toneladas de itens de higiene e limpeza.

Foram contemplados os seguintes municípios, que estão em emergência:

  • Amaraji
  • Água Preta
  • Barra de Guabiraba
  • Barreiros
  • Belém de Maria
  • Caruaru
  • Catende
  • Cortês
  • Gameleira
  • Ipojuca
  • Jaqueira
  • Joaquim Nabuco
  • Jurema
  • Lagoa dos Gatos
  • Maraial
  • Palmares
  • Primavera
  • Quipapá
  • Ribeirão
  • Rio Formoso
  • São Benedito do Sul
  • Sirinhaém
  • Tamandaré
  • Xexéu
Donativos são recolhidos para entregar a vítima das chuvas na Mata Sul (Foto: Renato Ramos/TV Globo)Donativos são recolhidos para entregar a vítima das chuvas na Mata Sul (Foto: Renato Ramos/TV Globo)

Donativos são recolhidos para entregar a vítima das chuvas na Mata Sul (Foto: Renato Ramos/TV Globo)

Na terça-feira (30), a Agência Pernambucana de águas e Clima (Apac-PE) emitiu um alerta de precipitações com intensidade de moderada a forte na Zona da Mata e na Região Metropolitana do Recife (RMR). Emitido às 17h40, o aviso é válido até o mesmo horário da quarta-feira (31).

No Recife, a Defesa Civil do município recomenda que moradores de locais de risco procurem abrigo em locais seguros, em caso de necessidade. O órgão mantém um plantão permanente de 24 horas, podendo ser acionado através do telefone 0800 081 3400. A ligação é gratuita.

No Nordeste, as chuvas ocorrem por causa de um fluxo de vento que vem do oceano carregado de ar úmido, formando nuvens carregadas na costa e na Zona da Mata. De acordo com o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, trata-se de um sistema chamado onda de leste, comum nesta região no outono e inverno.



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