Juiz considera ex-motorista do Uber autônomo e manda ele indenizar empresa por má fé


Homem entrou na Justiça do Trabalho pedindo pagamento de horas extras e indenizações. Magistrado entendeu que não há vínculo de emprego entre partes.

Um ex-motorista do Uber perdeu nesta quarta-feira (31) uma ação contra a empresa na Justiça do Trabalho, em Belo Horizonte.

O Juiz da 12ª Vara do Trabalho Marcos Vinicius Barroso ainda mandou o ex-motorista pagar multa de R$ 1 mil para o Uber, por ter mentido no processo, e as despesas com a ação. No processo, o homem alegava ter vínculos empregatícios com a empresa e queria receber horas extras e indenizações.

O magistrado entendeu que o ex-motorista tinha conhecimento das relações entre as partes e tentou agir de “má fé” ao entrar na Justiça. Segundo a decisão, em depoimento, o ex-motorista reconheceu que ele próprio “escolhia a hora que iria trabalhar, quando logaria na plataforma, quando desligaria, quanto tempo de intervalo faria, podendo, inclusive, parar para lanchar e assistir filme à tarde e encerrar o dia quando ele mesmo decidisse que já ganhou o bastante”.

Em nota, o Uber afirmou que a decisão desta quinta-feira reforça que “os motoristas parceiros da Uber são autônomos”. Destacou ainda que a empresa conta hoje com mais de 50 mil parceiros no Brasil.

O G1 não localizou representantes do ex-motorista. Da sentença, cabe recurso.



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